fevereiro 27, 2003

Conversa de bêbado
Hoje à noite, no Jota, foi como sempre - pena que só teve a sinuca e a cerveja (nem o amendoim com casca). Mas aconteceu alguma coisa que valhe a pena ser contada. Aliás, parece que toda noitada, por mais fraca que seja, acaba rendendo algo inusitado. Um cara vindo da rua chegou na nossa mesa (estávamos os quatro daqui, fora o Fernando). Sujeito cabelo rasta, brinco primitivo e camiseta regata verde; todo o visual de hippie-do-Calçadão. Perguntou direto pro Renato: "Onde é que vocês estavam?". Parei de beber pra olhar pro cara. Por que é que ele queria saber onde é que a gente estava? Ninguém o conhecia. Ele insistiu: "onde é que vocês tavam?". "Aqui", o Renato respondeu. "Mas tão vindo daonde?". Demorou um pouco e eu e o Renato respondemos juntos: "de casa". O cara olha, em dúvida: "de casa?". Parece que tá com raiva. E diz: "Me pegaram e bateram ali atrás da banca e eu não sei quem foi", e cutuca meu ombro com o dedo, com força: queria saber se tinha sido a gente. Passa a mão em alguma coisa por baixo da camiseta, na altura da cintura. E sai andando enfezado pro meio da noite. Depois de caminhar alguns metros grita de longe: "as água vão rolar proceis". Depois o Renato disse ter notado que ele estava todo esfolado. E eu fiquei pensando: afinal, por que é que deram uma surra no cara?

fevereiro 26, 2003

Criatividade
Aí, Renatão, sobre os "lugares loucos". Não é por nada, não... "Carro", "cama dos pais (ou dos sogros)" e "elevador" são práticas que até os talibãs mais moderados já estavam aceitando de boa antes de serem derrubados pelo Jonny Walker Bush. Acho que isso não enrubesce mais nem a mãe da Sandy&Júnior. Quanto à barraca alagada, não entendi o porquê da necessidade da água. Tem a ver com algo que aconteceu em Porto Alegre e não foi difundido? Já no LAIC deve ser muito perigoso, hein? Tentar fazer sexo num lugar em que as coisas costumam não funcionar...

fevereiro 25, 2003

Olha Renatão, no Laic deve ser foda viu, mas deve ser divertido. A respeito da cama dos pais dela, os pais dela vão estar lá também? E na do meus pais? Se tivesse alguém na dos meus pais ia ser foda...Um lugar que eu ia curtir dar uma é na chuva, imagina aquela chuvinha, de boa, você quentinho...
Esse é o meu novo nome. Era um grande sonho meu....
A última do Luís:
Yudi, hoje eu quero conhcer o seu colchão...
esse Luís hein? é um garanhão...
Bom, estou de volta mais uma vez, fiquei esse tempo me recuperando da impressionante noitada de sexta-feira, o que foi aquilo, Blalaika, Festa na UEL, Valentino (a parte do Valentino o Paulo me contou depois) aquela noite foi pesada, precisamos fazer de novo, e logo. Luís, tenho uma coisa muito séria pra falar com o senhor. Se voce estiver com 5 mulheres em um quarto, mesmo que tenha mais um cara junto, você ia embora e deixar o cara se divertir sozinho???? Luís, isso não se faz, 5 mulheres e dois caras, sobra mulher, memso que o cara seja melhor que você e fique com 3, ainda sobram pelo menos 2. Entendeu Luís, imagina, duas mulheres, tá ótimo. Se bem que isso não irá acontecer mesmo...

Sobre o episódio no Valentino no domingo, aquilo foi uma pouca vergonha, onde ja se viu? Eu nunca tinha visto tmanha balbúrdia, aquilo era uma confusão, ninguém sabia quem tava beijando quem. Bem que eu devia ter chegado lá e colocado ordem naquela zona. Meu aviso está dado, da próxima vez eles vão ver...

fevereiro 24, 2003

SR. RUSGA
Ou Matéria suite

Depois de um curto intervalo sábado, Valentino de novo no domingo. Aquela velha estória marôta de "tomar só uma e voltar pra casa". Mas Bruno é testemunha de que a intensão maior era gastar duas ou três fichas numa mesa de sinuca de um bar qualquer. Tava tudo fechado: Jota, Snooker's, Snooker House (esse definitivamente), City Bar e Bar Brasil (que não tem mesa de sinuca, é verdade). Pois então, "foi legítima defesa, não deu pra evitar": de volta ao de sempre. Era mais ou menos meia-noite, tinha acabado um show da Sete Satélite, e cada uma das mesas lá de fora estava forrada por um tapete de cascos de cerveja. Parecia depósito da Ambev.

Cerveja
Sentamos ali fora e veio a primeira Skol. A dois metros da nossa mesa tinha um cabeludo beijando uma garota. Bem no meio do caminho entre o portãozinho e a porta do bar. De repente chega outra menina e também beija o sujeito. E logo ele tá beijando as duas e... (e a gente ali). Cinco minutos, dez minutos, vinte minutos variando de uma pra outra. Até que chega uma terceira garota. E beija também o cabeludo. Bem no meio do Valentino. Aí chegam mais três cabeludos. As duas primeiras meninas avançam pra um deles e o beijam também. Enquanto isso o cabeludo original está com a terceira menina, e chega uma quarta, que ele também tenta beijar - mas essa não! Ah, não! Essa só dá um selinho e se desvencilha do cara. Enquanto isso as duas voltam para o cabeludo 1 e uma quinta menina beija um cara de cabelo nem tão grande quanto o dos outros, e... Não, não: esse é um casal à parte, não tem nada a ver com a história.

...e Dr. Rabujo
Inconformado: "Onde é que nós estamos, hein?", comento com o Bruno. "Onde é que esse mundo vai parar?", ele concorda. E uma garota (não, não era nenhuma das beijoqueiras) senta na nossa mesa: "dá licença, deixa eu sentar aqui; tenho que conversar com homens mesmo só pra variar". Bruno, chamado de "homem mesmo", ficou, como sempre, cheio de si. Mas ela partiu logo, quinze ou vinte minutos depois.

E nosso dinheiro acabou de surpresa. Gastamos os últimos 1 real e cinqüenta em duas meias-doses de Ypioca. Viradas de um gole só, pra ver se fazia efeito mais forte e mais rápido (nota: essa pesquisa não tem valor científico). Daí bateu o desânimo. No money, no drinks, dizia claramente a expressão do sujeito atrás do balcão. Ainda consegui achar 25 centavos. Só. Seria o dinheiro da passagem.

fevereiro 23, 2003

BALALAIKA!
ou Os Manuscritos de uma Noitada Forte: (trecho ilegível), drogas e rock'n roll

Ontem, sexta-feira, a noitada foi forte. Mesmo cansado da noite anterior, acabei saindo. Passamos, eu e o Bruno, primeiro na festa na casa da namorada do Fernando. O único proveito tirado foi assistir o cara atuando de porteiro, de leão-de-chácara. Até que leva um certo jeito pro ofício. Mas nem chegamos a entrar, só demos uma olhada na cena e partimos pra outra. Nosso pique era outro. Duas dúvidas atormentavam a gente: ir pra onde e beber o quê? Essa última questão foi resolvida com uma passada no Potiguar (Potiguá, segundo o Renato). Ainda tive que decidir entre duas garrafas - 51 a quatro reais ou Balalaika a sete. Nesse nosso filme os russos ganham. Nisso era mais ou menos uma e meia. O álcool derivado de cereais, com data indeterminada de validade, acabou esquentando um pouco minha determinação e ajudando a solver a outra questão.

Na UEL
Fomos pra UEL, festa do RU no CCH, que superou todas as expectativas (as minhas). Tinha muita gente mesmo, mas (mistério) praticamente ninguém do CECA. Bebendo a vodka no bico, mais de uma dezena de desconhecidos deu um gole na nossa mamadeira no decorrer da noite. Numa festa só de cerveja quente, era objeto precioso. Cruzamos com bastante gente, falei muita bobagem, e reclamava que o treco não dava grau. Meia garrafa já tinha ido e eu estava sóbrio! Claro que isso eu achava. E tinha a banda. Depois do forró começou a Cena 03 (ou Cena Treze, conforme o Bruno costuma insistir). Cena ridícula foi a nossa, gritando as letras dos Beatles até a garganta ajoelhar e pedir arrego. Sorte que tinha gente pior (acho). O Bruno foi acender e juntaram dois. Passavam aquela conversa tipo-simpático de quem só quer manter assunto até queimar o último trago. Acabou, foram embora. Mas contribuíram para aumentar a nossa cultura geral. Nisso acabou a música (a gente estava na boca do palco até o final) um pouco depois da gente secar completamente o interior da garrafa. Nesse momento eu já começava a desconfiar que meu estado não era de todo normal.

No Valentino
Resolvemos ir embora. A 120 por hora Castelo abaixo, 120 por hora Goiás acima. Têm razão os que dizem que o álcool é perigoso. Quatro horas da manhã. Pra onde? Chuta. Descemos do carro em frente ao bar e subia de baixo um cheiro forte de borracha queimada, os pneus quentes das curvas cretinas, vodka maldita. O Bruno já entrou no Valentino praticamente derrubado (...) (longo trecho ilegível) quando acordei ele pra ir embora. Tinha dormido debruçado numa mesa lá fora enquanto eu estava dentro do bar. Deixei o Bruno (ou o que restava dele) em casa e fui (longo trecho ilegível). No dia seguinte, por causa desse incidente, quase que eu perco a entrevista que eu e o Renato fizemos com o Marcos Losnak. Fiquei cozido o sábado inteiro.