Dia de cão. Ocão do dia Decão. Cão dias. O cÃo e o Dia
A impressão que eu tenho é que os posts mais interessantes são os que mostram quem escreve se fodendo. Então, hoje tenho um desses. Quem já brigou com o síndico do prédio da avó? Pois é, acontece.
Madruguei às 8 e meia da matina. Até aí nada de muito grave. Tudo correu na paz até perto da hora do almoço. Então a Mariana me liga e diz que vai deixar meu telefone com a secretária do Arnaldo Antunes, chamada Sônia. A Sônia iria me ligar de São Paulo no começo da tarde pra dar uma resposta sobre a entrevista que a gente queria com o sr. Antunes (ou "o ex-Titã", segundo a boa técnica). Comecei a almoçar lá pela 1 hora. Bife e bolinhos de arroz. Estava na metade do segundo bife quando: "é a Sônia no telefone". Ela disse que, se a gente quisesse a entrevista, "só se for agora". Tentei achar a Mariana e nada. Liguei pro pessoal da equipe e nada. Tive que sair correndo pra UEL. A entrevista tinha ficado marcada pras duas horas.
Guardo o carro na garagem do prédio da minha avó, que fica em frente ao meu (e não tem garagem pra mim). Às pessas, ia saindo com ele quando um carro pára do lado de fora, bem na frente do portão eletrônico. Eu já tinha aberto o portão (que corre na horizontal) e esqueci que ele fecha automaticamente. Meu carro estava bem no meio do caminho, e eu esperando uma família entrar no outro carro pra poder sair. De repente me lembrei, num susto, de apertar o controle pra travar o portão, evitando que ele fechasse em cima do meu carro. Só que, em vez de travar, ele fechou em cima do meu carro. Deu bem no meio, amassou tudo. Eu, que já tava nervoso com a pressa (era mais de uma e meia) fiquei
muito mais nervoso com o pequeno "incidente". E o pior é que a primeira coisa em que pensei foi na entrevista. E pra piorar tudo o portão travou, não ia pra trás nem pra frente.
Como meu carro tinha virado sanduíche, ele também não saía do lugar. "Melou a entrevista", pensei (maldito profissionalismo!). E veio o síndico. Tentou resolver o problema mas o portão não saía do lugar. Foi ligar pro técnico. Nisso eu e a porteira conseguimos destravar o portão. Finalmente consegui tirar o carro. E voltou o síndico. "Se o técnico cobrar a visita vou mandar a fatura pra vocês", ele disse. Ah, mas nesse ponto minha cabeça já tava muito quente.
Comecei a discutir com o sujeito (que sempre foi gente boa, é verdade). "Amassou todo o meu carro e ainda vou ter que pagar o portão?!". E ele: "eu sou o síndico aqui, não sou empregado de ninguém!". Nisso o portão já tinha fechado de novo e a discussão, pra ficar um pouco mais surreal, seguiu com ele do lado de dentro das grades e eu do lado de fora. "Você nem é morador daqui e fica reclamando!". Pronto, já posso dizer que fui discriminado. Jogaram na cara a minha condição de não-morador.
Depois de cinco minutos de bate-boca, fui embora pra UEL. E é claro que a entrevista não saiu na hora. Rolou só duas horas depois.
Quem não acreditar na estória, que vá até o estacionamento e veja. Qualquer um pode dizer que aquele ferimento ali no carro é mordida de portão eletrônico.