Pouca poesia: camonianas
Quebradeira. "Que tipinho mais rasa, ché!" Volúvel a gente é todos, mais. Sensibilidade à flor da pele e mais volúvel que o vul.go, tua flor aceita - e depois acha que gosta, vixe. Confessa a pena, desgraçado!: duro (e como) é chamar pela mesma e notar cabelos a mais (claros). Droga! "...e depois disso nunca mais foi o mesmo", e compara a 3x4. Fico me iludo com a esperança de (ser) revanche, pra salvar um pouco do fim, o que são 365? Mas nem. Depois a gente fode, se pá. Mas fico pensando na arte (qual!), o estrago e o trabalho que dava despencar de um palco lotado, morrem todos. Provocação: uma salva de gritinhos histéricos e ai-ais antes da morte ridícula. E a fala, fala: se disseste a quem de lado ouviste, a verter do rosto a reza triste, quisera ouvir (de pau em riste), ao som da bela, à voz de piche. Cansado e quente o catre sua, recende a olor de vaca nua, gemer de falo antes das duas, e ter no dente a flor mais crua. Morrer de novo às duas horas, sorver da noite a estrela fria, increr em ti quando me imploras, a engulhar-te toda à pia. Ao menos minha, tal poção, não abrigaste no mais fundo; retive-a, creia, por querer, ciente estava do teu mundo - vasto mundo! Morar ontem nos teus muros, busquei senso nas escritas: dizem tudo, nada contam, como tu e tuas bocas: tudo sorvem, nada cantam.
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