dezembro 20, 2003

Nóia
...minha atitude era altamente suspeita. Um criminoso descoberto. Me controlei pra andar devagar, o menos afobado possível, os passos contados e sem olhar pra trás - tudo pra não chamar atenção
O suspeito da rua Sergipe

dezembro 18, 2003

Pessoas sensíveis, NÃO cliquem aqui.
Trovas
Os s.e.i.o.s caem soltos da ponta do abismo. recolho(os), e.s.p.e.r.t.o, com os lábios. prefiro o e.s.q.u.e.r.d.o (li marx). mas p.e.r.c.e.b.o, Muito tarde, que pra ela mordo o B ico da DiReItA. é t.u.d.o questão de pers-pec-ti-va. Olha, filho, que manCada. Pois não S a B e (deveria) que é Se iO só o sulco? Tua mãe não te ensinoU? Nada, nada. Quando os dela eu sugava só cantava, só cantava. Pois na p.r.ó.x.i.m.a se a-ten-te, antes dela aproveitar, saiba dar o nome aos (d)BoIs. Ay, ay, ay.

(cantando) Hay que tener dos pechos, dos pechos, dos pechos.

Vare a noite/ até chegar/ às seis horas da manhã. Queima o sol/ mas se nega a acordar, "não senhor!". Conta aí, bela garota/ como faz pra decidir/ dentre os caras desta mesa/ qual dos sete vai levar. Muito simples, muito fácil/ o problema não é tanto/ No momento de escolher/ tento apenas reparar/ no que tem maior encanto

dezembro 17, 2003

Pouca poesia: camonianas
Quebradeira. "Que tipinho mais rasa, ché!" Volúvel a gente é todos, mais. Sensibilidade à flor da pele e mais volúvel que o vul.go, tua flor aceita - e depois acha que gosta, vixe. Confessa a pena, desgraçado!: duro (e como) é chamar pela mesma e notar cabelos a mais (claros). Droga! "...e depois disso nunca mais foi o mesmo", e compara a 3x4. Fico me iludo com a esperança de (ser) revanche, pra salvar um pouco do fim, o que são 365? Mas nem. Depois a gente fode, se pá. Mas fico pensando na arte (qual!), o estrago e o trabalho que dava despencar de um palco lotado, morrem todos. Provocação: uma salva de gritinhos histéricos e ai-ais antes da morte ridícula. E a fala, fala: se disseste a quem de lado ouviste, a verter do rosto a reza triste, quisera ouvir (de pau em riste), ao som da bela, à voz de piche. Cansado e quente o catre sua, recende a olor de vaca nua, gemer de falo antes das duas, e ter no dente a flor mais crua. Morrer de novo às duas horas, sorver da noite a estrela fria, increr em ti quando me imploras, a engulhar-te toda à pia. Ao menos minha, tal poção, não abrigaste no mais fundo; retive-a, creia, por querer, ciente estava do teu mundo - vasto mundo! Morar ontem nos teus muros, busquei senso nas escritas: dizem tudo, nada contam, como tu e tuas bocas: tudo sorvem, nada cantam.
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dezembro 15, 2003

sorte que amanhã eu vou embora e tudo será resolvido. é como eu sempre digo, se um problema existe, fuja dele.
hoje é daqueles dia em que o ódio toma conta de tudo, tudo começa a ficar irritante. então você fica aqui no LAIC, ouvindo uma musiquinha tranquila, pensando em ir fumar um daqui a pouco, tentando se acalmar, ignorando completamente qualquer coisa de importante que você tenha para fazer, o que importa? esse negócio de jornalismo é tudo uma grande merda mesmo, ninguém vai ler o que você está escrevendo, não vale a pena ficar tendo trabalho e se preocupando por causa de um texto, perdendo seu tempo, só pra satisfazer desejos sadistas de um professor que, puta que o pariu! e a noite ainda tem aquela porra daquele programa de entrevista. minha vontade é espancar aquela mulher até ela ver o que é bom, e parar de ficar das coisas por aí!
When I wake up early in the morning
Lift my head, I'm still yawning
When I'm in the middle of a dream
Stay in bed, float up stream (Float up stream)

Please, don't wake me, no, don't shake me
Leave me where I am, I'm only sleeping

Everybody seems to think I'm lazy
I don't mind, I think they're crazzy
Running everywhere at such a speed
Till they find there's no need (There's no need)

Please, don't spoil my day, I'm miles away
And after all I'm only sleeping

Keeping an eye on the world going by my window
Taking my time

Lying there and staring at the ceiling
Waiting for a sleepy feeling...