junho 19, 2004

"'É? Duvido que goste de você mais do que eu gosto', isso foi mês passado. Ainda duvido. Mas o que é que isso importa, né? Te dou toda a razão - afinal, o que é que eu te nego? E, se quer saber, continuo sim me fiando na impossibilidade, ela é a única que pode resolver os nós (com trocadilho). 'Problema que não tem solução solucionado está', diria minha bisavó, se ela falasse português direito. E se não posso te tomar à força, paciência, eterna. Não, nada de covardia. Fico por aqui, depois de acordar, me incomodando com coisas sem nenhuma impotância, tipo o prazo que acaba na terça-feira, prazo nada fatal. Isso que é foda, nada, nada é realmente urgente antes de ser tarde demais".
(05/07/2003)

junho 18, 2004

E esse?
Ele: "cinco?", espanto contido. A expressão dela não mudou, manteve o sorriso leve. Silêncio de alguns segundos, por trás da garota passou a antiga namorada (dele) em direção à porta do bar. mais>>>

junho 16, 2004

Pirata
Voltando pra casa agora há pouco, subindo a Higienópolis e pensando absurdos. Penso absurdos com muita freqüência, sabe? Acho que nunca vou poder ir a um psicólogo, o cara ia ficar escandalizado. Pretensão. Na altura do McDonald's, atravessando a avenida, minha cabeça: "Se me furassem um olho eu usaria um tapa-olho". Parada no canteiro, sinal aberto, e reparar na garota que atravessa no sentido contrário. Atrevesso a segunda pista e minha cabeça: "E se me furassem os dois? Ia poder usar óculos escuros sem me sentir ridículo". Nunca uso óculos escuros.
lírico. 2. Diz-se do gênero de poesia em que o poeta cantas as suas emoções e sentimentos íntimos. 4. Sentimental, sonhador, apaixonado.

Então, não soube definir direito, mas era mais ou menos isso que eu queria dizer. Quando eu disse que não gosto de lírico. Mas entendo quem gosta, e acho mesmo que é difícil nunca ser.

junho 15, 2004

Toes
- Nós mulheres - e se mexeu na cama, misturando-se com o lençol.
- O que têm vocês mulheres?
- Somos tão vazias por dentro - e riu.
- Essa foi péssima. O que é que a sua irmã ia dizer?
- Minha irmã também tem senso de humor - e fingiu-se ofendida.
Mordida. Mordiscada na orelha. Riso.
- Acha que é possível? - já sentada, com as costas apoiadas na cabeceira. O seio descoberto.
- O quê?
- O amor.
- Sei lá, preciso pensar mais sobre isso.
- Te dou quinze minutos - olhar fixo, esboço de riso - Seu tempo acabou.
Beijo curto, língua.
- O que foi? - deitada, brincando com um dos próprios mamilos.
- Você ainda está de meia.
- Frio - e levantou a perna esquerda, mexendo os dedos por dentro da meia.
- Tira.
- Não.
Silêncio.
- O que foi? - tom sério na voz fina, tom algo preocupado.
- Acho que não é possível.
- O quê?
- O amor.
- Por quê?
- Suas meias. Só consigo amar garotas descalças. Tira.
- Não. E eu tenho cócegas.
De repente, no quarto, dois estranhos.

junho 14, 2004

em vez de: SEXO DROGAS E ROCK N` ROLL,
agora é: SEGUUUUUUURA PIÃO!!!!!!!!!!

junho 13, 2004

This is the modern world!

And yet everybody wants to breathe and nobody can breathe and some people say "we'll be able to breathe later..." And most people don't die, because they are already dead.
La Dialectique, peut-elle casser des briques?

Ruinas
Em breve neste local: ruinas charmosas
Godard é um produto da sociedade moderna, ao mesmo título que Mao e Coca-Cola, produtos idênticos na sua nulidade. Seu cinema representa pseudoliberdade formal e pseudocríticas de costumes e valores - as duas inseparáveis manifestações de toda falsa e cooptada arte moderna. "The worst cunt of all the pro-Chinese Swiss!", algum brincalhão escreveu num muro parisiense.
Backwater (Meat Puppets) é muito foda. Vão todos tomar no cu! - essa é a verdadeira sobranceria que a música passa.


Puta que o pariu.
Mais fotos.