Viva, viva, tô tão cansado que tô vendo tudo colorido. E nem usei drogas ainda. A essa altura tô confundindo letra de música com matérias sobre a imprensa em Londrina. Será o seu João Milanez aquele ali, passeando com um cachorro, pulou tão alto que tocou os céus. E o fotógrafo, pegou uma pneumonia da jukebox, com todos os seus fusíveis queimados. Mas quem afinal ama o Sol? Que diferença isso faz, baby, se você partiu meu coração... E a garota, ali, conta pra mim, por que está chorando? Será porque o editor derrubou a reportagem dela? Bom, eu te dei tudo que tinha, mas diga, menina, quem ama a chuva? Eu tenho que te confessar: eu adoro a chuva (contanto que não chova muito amanhã). Mas que diferença faz, quem liga que dela brotam flores, se você partiu o meu coração... Moçada, souberam da última? A mulherada da cidade tá caindo fora, porque a gente não tem tratado elas direito. É a maldita disgramação das matérias, com ou sem fotos vinculadas. E põe a página no ar, que fica mais leve. A garota voltou, toda vestida de preto, botões prateados descendo pelas costas, anda na ponta dos pés. Vem aqui que te ensino umas coisas sobre cachorros. "Ela te ama,cara, e você devia ficar contente por causa disso". As melhores coisas da vida são de graça, mas você pode dá-las aos passarinhos e às abelhas. Porque a gente tá nessa por causa da grana. Venha, venha, menina bonita, não quer passear comigo? Venha venha, menina bonita, quer conversar comigo? É melhor pegar leve se você quer que o nosso amor dure. Mas você ainda não me respondeu quem ama o sol. Rá, que diferença isso faz, se você quebrou o meu coração...
julho 17, 2004
julho 15, 2004
Baby, back
Dressed in black
Silver buttons all down her back
High hose, tippy toes
She broke the needle and she can sew...
Pensei que esse negócio de rock'n roll fosse mais simples. Mas dá um trabalho do cacete.
Dressed in black
Silver buttons all down her back
High hose, tippy toes
She broke the needle and she can sew...
Pensei que esse negócio de rock'n roll fosse mais simples. Mas dá um trabalho do cacete.
julho 12, 2004
La-la, how the life goes on
Amanhã sempre chega, e eu espero que passe rápido. Amanhã vai ser uma e meia, 13:30 - tempo de refletir? Mas qual é a diferença de todos os outros trezes do sete, fora que depois do primeiro dígito tem um zero redondo? O zero, um círculo, justamente o círculo, a idéia de infinito, bate a cada dez anos na nossa porta pra não deixar a gente esquecer que o tempo passa (às vezes a gente esquece). Querem cravar mais um zero nas minhas costas, como se fosse uma tatuagem de presidiário; como o carimbo, na fuselagem, de mais um avião inimigo abatido - da minha fuselagem nem falo mais. Amanhã, se um carro não me atropelar antes da meia-noite de hoje (horário de Brasília) rendo enfim homenagem não intencional a Honoré de Balzac. Três dezenas de voltas sem pit-stops naquela bola amarela e quente que, agora mesmo, tá se escondendo atrás de uma nuvem - fugindo da responsabilidade, cretino. A carruagem de Apolo, que singra o céu, hoje ensimesmada em plúmbeos cúmulus nimbos - como diria o Fernando. Nessa altura Alexandre mandava em metade do mundo, Lennon já nem era mais dos Beatles e uma porção de figuras morreu antes. Who? Não tenho grandes queixas, vou continuar sendo fácil de agradar. Só teimo em seguir transparecendo o contrário. É só na aparência. Nem todo mundo tem a paciência pra chegar a perceber, mas quem percebeu sabe.
Amanhã sempre chega, e eu espero que passe rápido. Amanhã vai ser uma e meia, 13:30 - tempo de refletir? Mas qual é a diferença de todos os outros trezes do sete, fora que depois do primeiro dígito tem um zero redondo? O zero, um círculo, justamente o círculo, a idéia de infinito, bate a cada dez anos na nossa porta pra não deixar a gente esquecer que o tempo passa (às vezes a gente esquece). Querem cravar mais um zero nas minhas costas, como se fosse uma tatuagem de presidiário; como o carimbo, na fuselagem, de mais um avião inimigo abatido - da minha fuselagem nem falo mais. Amanhã, se um carro não me atropelar antes da meia-noite de hoje (horário de Brasília) rendo enfim homenagem não intencional a Honoré de Balzac. Três dezenas de voltas sem pit-stops naquela bola amarela e quente que, agora mesmo, tá se escondendo atrás de uma nuvem - fugindo da responsabilidade, cretino. A carruagem de Apolo, que singra o céu, hoje ensimesmada em plúmbeos cúmulus nimbos - como diria o Fernando. Nessa altura Alexandre mandava em metade do mundo, Lennon já nem era mais dos Beatles e uma porção de figuras morreu antes. Who? Não tenho grandes queixas, vou continuar sendo fácil de agradar. Só teimo em seguir transparecendo o contrário. É só na aparência. Nem todo mundo tem a paciência pra chegar a perceber, mas quem percebeu sabe.
