novembro 22, 2003

Contrate sem preconceito
Pão, filé de frango, queijo, bolacha e Pepsi
O dia seguinte é foda. Ainda tenho que descobrir se existe vida depois do exagero. Afinal, por que é que a gente tem que pegar tão pesado na balada? Matar um litro de Balkash numa noite, da uma às três, não é saudável não. E já é tradição, sim, esse pique rola pelo menos uma vez por semana. Mas o que me derrubou mesmo foi aquela Teleco-Teco, a caninha que dá bode. Na festa que a gente foi depois do Jota, eu e o Bruno já calibrados com a russa (enxugamos o litro), tinha uma garrafa da pinga dando sopa na cozinha. E pronto: a gente encheu os copos e partiu pro fim. Se fosse só a Balkash eu acho que nem tinha me feito tão mal - claro que acaba sendo cumulativo. E a pessoa começa a falar bosta e a fazer bobagem. Mania que eu bêbado tenho de dirigir na contra mão; ontem de madrugada foi uma rua inteira, mais de seis ou sete cruzamentos vendo as costas dos sinaleiros. Se rola uma RONE a casa cai ("dirgindo bêbado na contra-mão, documento"). E o estômago embrulhado, a dor de cabeça e o resto. Até o agradável da noite fica embaçado por causa do excesso.

Dia seguinte é foda. Sábado de trabalho na rádio, sou um editor indolente, inútil. Fico olhando que nem besta pra tela do computador, sem entender direito o que aquele cara tá falando na entrevista gravada. E as memórias da noite passada vão caindo aos poucos, igual tijolo que despenca de construção; cada lembrança é uma pedrada moral. De repente, às duas e quarenta e três da tarde, sem mais nem menos, volta uma cena na cabeça. Cada bosta falada, cada música dançada, cada mico pago. Feliz é o Bruno, que nunca lembra dessas coisas. Se bem que ontem fui eu que esqueci do Bruno e fui embora da festa com a bolsa dele no carro. Foda.

novembro 20, 2003

eu continuo sem entender as mulheres, a diferença é que agora eu não ligo mais para isso, não entendo e pronto, vai fazer oquê?

essa é a primeira frase de música que eu coloco no blog, é do Silver Jews:
and I'm afraid I've more in commom with who I was, then who I am becoming

agente sabe que é um grande filho da puta quando troca Portishead por Stones só para não lembrar que está com remorso de ter sacaneado a namorada.
Buenos Aires é foda. para todos os lugares que eu olho aqui em Londrina, eu não vejo Buenos Aires, e isso é muito triste. Os prédios não são monumentais, as praças não são lindas, as avenidas não são as mais largas do mundo, não tem protestos todos os dias, a Higienópolis não é a Avenida de Mayo, a prefeitura não é a casa rosada, a cãmara de deputados não é o congresso, a UEL não é a UBA (Universidad de Buenos Aires), as mulheres não são argentinas, as pessoas não falam espanhol e ninguém gosta nmem do Maradona, nem da Evita de do Gardel, é..., aqui não é Buenos Aires mesmo.

novembro 19, 2003

Londrina não é Buenos Aires. As meninas daqui não são argentinas. Aguardo ansioso o regresso.

novembro 18, 2003

yo queria queria adentrar a la Argentina, pero elles no me querian em su país. yo ai entrado mismo así. yo ai estado en la belíssima Buenos Aires por quatro días como un imigrant illegal. e esto fuera una de las mellores esperiências de mi vida. despues yo cuento el riesto.

novembro 16, 2003