O que é mais importante: Nietzsche ou Kung-Fu?
janeiro 03, 2004
Ele morreu aos 33 anos e devotou sua vida a nos ensinar um novo caminho. Uma salva de palmas para o Bruce Lee, um cara fenomenal! Outro que morreu nessa idade foi Jesus Cristo. Coitado, esse teve uma infância muito difícil; deu o azar de nascer justamente no Natal, aposto que só ganhava um presente pelas duas datas.
janeiro 02, 2004
Hipertexto
"Eu queria te dizer umas coisas", ele dizia a ela. Mesmo sabendo que ela estava surda. Surda, sim, e com uma venda tapando os olhos, olha só. Sentada na beira do lago, revolvia a terra com a mão direita. Parecia curtir o vento no rosto e o sol na pele, sua boca abria num sorriso curto. Por causa desse prazer estampado ele não ia tocar a pele dela, não queria atrapalhar. Ele só insistia em falar: "...não sei mais exatamente o que é, se é só idéia fixa ou outra coisa. Mas...", a voz dele se perdia no vazio do vale, o som morria em algum lugar sobre a água. Ela: abriu um pouco mais a boca e fechou de repente, como se quisesse comer o ar em movimento (ficou satisfeita). "...mas penso muito, principalmente nos desencontros. No que foi mesmo que aconteceu, afinal? E o que podia ter acontecido se tivesse sido diferente. Fico pensando...". Na rua que passava às costas dos dois um carro cruzou, devagar, velocidade de domingo. O reflexo dos vidros do carro raspou de leve nas costas dela, um calor que uma pessoa não consegue sentir. Mesmo assim ela se mexeu, se ajeitou de novo na grama e arqueou as pernas. O rosto sempre na direção do lago. "...pensando em hipóteses. Sei que não adianta. Ontem mesmo fiquei remoendo, imaginando que a vida é uma série finita, mas imensa, de desencontros...". Ela se espreguiçou, preguiça gostosa, e ele reparou no desenho dos braços, lembrou de como a mão dele fazia aquelas curvas, logo ao lado das axilas, e descia pelas costelas. Ela baixou o pescoço, forçando a cabeça pra baixo com a mão, e ele pôde ver a nuca. Reparou e lembrou. Ficou um minuto em silêncio, virou-se também para o lago e ficou. Um minuto. Nem meio e nem dois. Um. "...e tem também o lance da culpa", voltou-se, "fico lembrando de cada um daqueles momentos, os mais mínimos, um olhar, uma atenção. Foi tão pouco tempo e... e...". Ela descalçava os sapatos e os colocava de lado. "...e, sei lá. Quem realmente rompeu? Se é que tinha alguma coisa... Sei lá. Não sei, mas sinto que tinha...". Ele jogou no lago o graveto que manipulava e ficou mais incisivo, a voz um pouco mais rápida: "É, eu sou pouco maleável, aquela coisa de 8 ou 80, sem pescar as sutilezas, sabe? Meio defasado, sabe? Mas acho que não mudo mais, não, sabe?". Ela não sabia, não. Aliás, não podia ouvir nem ver. Uma lágrima escapou de dentro da venda, escorreu pela bochecha e ficou pendurada no queixo dela. Ele não secou a lágrima, ficou só tentando adivinhar por que ela chorava.
"Eu queria te dizer umas coisas", ele dizia a ela. Mesmo sabendo que ela estava surda. Surda, sim, e com uma venda tapando os olhos, olha só. Sentada na beira do lago, revolvia a terra com a mão direita. Parecia curtir o vento no rosto e o sol na pele, sua boca abria num sorriso curto. Por causa desse prazer estampado ele não ia tocar a pele dela, não queria atrapalhar. Ele só insistia em falar: "...não sei mais exatamente o que é, se é só idéia fixa ou outra coisa. Mas...", a voz dele se perdia no vazio do vale, o som morria em algum lugar sobre a água. Ela: abriu um pouco mais a boca e fechou de repente, como se quisesse comer o ar em movimento (ficou satisfeita). "...mas penso muito, principalmente nos desencontros. No que foi mesmo que aconteceu, afinal? E o que podia ter acontecido se tivesse sido diferente. Fico pensando...". Na rua que passava às costas dos dois um carro cruzou, devagar, velocidade de domingo. O reflexo dos vidros do carro raspou de leve nas costas dela, um calor que uma pessoa não consegue sentir. Mesmo assim ela se mexeu, se ajeitou de novo na grama e arqueou as pernas. O rosto sempre na direção do lago. "...pensando em hipóteses. Sei que não adianta. Ontem mesmo fiquei remoendo, imaginando que a vida é uma série finita, mas imensa, de desencontros...". Ela se espreguiçou, preguiça gostosa, e ele reparou no desenho dos braços, lembrou de como a mão dele fazia aquelas curvas, logo ao lado das axilas, e descia pelas costelas. Ela baixou o pescoço, forçando a cabeça pra baixo com a mão, e ele pôde ver a nuca. Reparou e lembrou. Ficou um minuto em silêncio, virou-se também para o lago e ficou. Um minuto. Nem meio e nem dois. Um. "...e tem também o lance da culpa", voltou-se, "fico lembrando de cada um daqueles momentos, os mais mínimos, um olhar, uma atenção. Foi tão pouco tempo e... e...". Ela descalçava os sapatos e os colocava de lado. "...e, sei lá. Quem realmente rompeu? Se é que tinha alguma coisa... Sei lá. Não sei, mas sinto que tinha...". Ele jogou no lago o graveto que manipulava e ficou mais incisivo, a voz um pouco mais rápida: "É, eu sou pouco maleável, aquela coisa de 8 ou 80, sem pescar as sutilezas, sabe? Meio defasado, sabe? Mas acho que não mudo mais, não, sabe?". Ela não sabia, não. Aliás, não podia ouvir nem ver. Uma lágrima escapou de dentro da venda, escorreu pela bochecha e ficou pendurada no queixo dela. Ele não secou a lágrima, ficou só tentando adivinhar por que ela chorava.
The Rainy Days Song
Sunny days are bright and full of colors
Parents go out with the kids
'Cause, what a day!, just sunny...
Birdies and the bees fly all around
The sky of blue, the sea of green
'Cause, what a day!, just sunny...
People and theirs cars run all around
The crowded streets, the time goes fast
'Cause that's a stupid sunny day
I like rainy days
I like rainy days
I like rainy days
Cause they don't bother me
When outside it's rainy day
I love rainy days
I want rainy days
I need rainy days
Cause I should stay home,
I just relax in rainy days
Sunny days are bright and full of colors
Parents go out with the kids
'Cause, what a day!, just sunny...
Birdies and the bees fly all around
The sky of blue, the sea of green
'Cause, what a day!, just sunny...
People and theirs cars run all around
The crowded streets, the time goes fast
'Cause that's a stupid sunny day
I like rainy days
I like rainy days
I like rainy days
Cause they don't bother me
When outside it's rainy day
I love rainy days
I want rainy days
I need rainy days
Cause I should stay home,
I just relax in rainy days
dezembro 31, 2003
dezembro 30, 2003
Coisa que eu acho engraçada é casa que não tem teto, não tem nada. Ninguém pode fazer xixi porque banheiro não tem ali.
dezembro 29, 2003
Férias cansadas
Outra coisa que eu acho estranho é comprar comida sem estar com fome nenhuma. Logo depois de almoçar, por exemplo. Isso pode acontecer com gente que acorda às oito da noite, almoça às oito e meia e vai até a padaria (antes que ela feche) pra garantir a refeição da madrugada. Em frente o balcão surge a dúvida. Nem o estômago (cheio), nem o nariz (empazinado) ajudam a escolher. Tem que recorrer à memória e à criatividade, mesmo, pra pensar no que levar. Não dá vontade de levar nada - mas o bom-senso: "compra aí, senão você fica com fome às 4h e nem vai dar pra pedir nada pelo telefone". E o bolso: "Fora que, mesmo pedindo, vai morrer com uma grana". Dois daquele pão com queijo, ali. Um pão gostoso, recheado e coberto com queijo (derretido no meio, torradinho por cima).
Outra coisa que eu acho estranho é comprar comida sem estar com fome nenhuma. Logo depois de almoçar, por exemplo. Isso pode acontecer com gente que acorda às oito da noite, almoça às oito e meia e vai até a padaria (antes que ela feche) pra garantir a refeição da madrugada. Em frente o balcão surge a dúvida. Nem o estômago (cheio), nem o nariz (empazinado) ajudam a escolher. Tem que recorrer à memória e à criatividade, mesmo, pra pensar no que levar. Não dá vontade de levar nada - mas o bom-senso: "compra aí, senão você fica com fome às 4h e nem vai dar pra pedir nada pelo telefone". E o bolso: "Fora que, mesmo pedindo, vai morrer com uma grana". Dois daquele pão com queijo, ali. Um pão gostoso, recheado e coberto com queijo (derretido no meio, torradinho por cima).
Eu dou de cara com o jornal daqui e a manchete é que um tal de Góes foi preso por sei lá o que, já esqueci e meu pai o levou embora. Aí eu olho na seção policial e vejo que os policiais encontraram uma planta de maconha com enfeites de Natal. He he he, verossímil demais.
dezembro 28, 2003
Enquete
É possível haver amizade entre homens e mulheres sem segundas intenções?
Respostas no segundo sistema de comentários.
É possível haver amizade entre homens e mulheres sem segundas intenções?
Respostas no segundo sistema de comentários.
Some people might say my life is in a rut,
But I’m quite happy with what I got
People might say that I should strive for more,
But I’m so happy I can’t see the point.
Somethings happening here today
A show of strength with your boy’s brigade and,
I’m so happy and you’re so kind
You want more money - of course I don’t mind
To buy nuclear textbooks for atomic crimes
And the public gets what the public wants
But I want nothing this society’s got -
I’m going underground, (going underground)
Well the brass bands play and feet start to pound
Going underground, (going underground)
Well let the boys all sing and the boys all shout for tomorrow
Some people might get some pleasure out of hate
Me, I’ve enough already on my plate
People might need some tension to relax
Me , I’m too busy dodging between the flak
What you see is what you get
You’ve made your bed, you better lie in it
You choose your leaders and place your trust
As their lies wash you down and their promises rust
You’ll see kidney machines replaced by rockets and guns
And the public wants what the public gets
But I don’t get what this society wants
I’m going underground, (going underground)
Well the brass bands play and feet start to pound
Going underground, (going underground)
So let the boys all sing and the boys all shout for tomorrow
We talk and talk until my head explodes
I turn on the news and my body froze
The braying sheep on my tv screen
Make this boy shout, make this boy scream!
Going underground, I’m going underground!
But I’m quite happy with what I got
People might say that I should strive for more,
But I’m so happy I can’t see the point.
Somethings happening here today
A show of strength with your boy’s brigade and,
I’m so happy and you’re so kind
You want more money - of course I don’t mind
To buy nuclear textbooks for atomic crimes
And the public gets what the public wants
But I want nothing this society’s got -
I’m going underground, (going underground)
Well the brass bands play and feet start to pound
Going underground, (going underground)
Well let the boys all sing and the boys all shout for tomorrow
Some people might get some pleasure out of hate
Me, I’ve enough already on my plate
People might need some tension to relax
Me , I’m too busy dodging between the flak
What you see is what you get
You’ve made your bed, you better lie in it
You choose your leaders and place your trust
As their lies wash you down and their promises rust
You’ll see kidney machines replaced by rockets and guns
And the public wants what the public gets
But I don’t get what this society wants
I’m going underground, (going underground)
Well the brass bands play and feet start to pound
Going underground, (going underground)
So let the boys all sing and the boys all shout for tomorrow
We talk and talk until my head explodes
I turn on the news and my body froze
The braying sheep on my tv screen
Make this boy shout, make this boy scream!
Going underground, I’m going underground!
Ele que a Si Mesmo se gerou, mediante o Espírito Santo, e a Si Mesmo se enviou, Redimidor, entre Si Mesmo e os outros. Que, molestado por Seus possessos, desnudado e açoitado, foi pegado como morcego à porta de celeiro, esfomeado ao lenho da cruz, Que Se deixou enterrar, Se ergueu, Se mortificou no inferno, Se alçou ao céu e lá nestes dez e nove-centos anos senta à mão direita de Seu Si Mesmo mas ainda virá no último dia para julgar os vivos e os mortos quando todos os vivos já estiverem mortos.



