maio 17, 2003

Ontem eu era um bêbado drogado, hoje sou um homem de família, trabalhador e religioso, é impressionante como as coisas mudam... Se bem que eu ainda posso ser um bêbado drogado, homem de família, trabalhador e religioso, tudo ao mesmo tempo...
Pela primeira vez estou vendo o blog no meu trampo, isso é emocionante...Pena que como na UEL, não funciona direito.

maio 16, 2003

Vinho dá sono. Papo furado (me) dá sono. Acordar cedo (normalmente me) dá sono. Foda que acabo dormindo sem escovar os dentes. Punk pra caralho.

maio 14, 2003

Femme Fatale
Tem aquele álbum "The Velvet Undergrownd and Nico". Desde a primeira vez que ouvi falar dele fiquei curioso pra saber quem ou o quê era Nico. A palavra "Nico", colocada assim, sem sobrenome ou outra referência, me intrigava. E nessa semana passou a intrigar (fascinar?) mais ainda quando comecei a prestar atenção nas músicas que ela cantava no disco (então já tinha descoberto que era uma mulher). A voz diferente, o sotaque forte, a interpretação simples. Ela gravou três músicas no álbum: "Femme Fatale", "I'll be Your Mirror" e outra faixa que não sei qual é. (Acho que) só as duas já valem o disco. Fui procurar informações na Internet. A história dela é mais ou menos como eu imaginava, trajetória individual, fama fugaz.

O nome dela era Christa Päffgen (o apelido "Nico" foi dado por um namorado). Nasceu em 38, na Alemanha, perdeu o pai aos seis anos, parece que durante a guerra. Começou como modelo, fez carreira e dinheiro. Teve uma participação em "La Dolce Vita" (1960), de Fellini. Em meados dos 60 tentou carreira musical e se envolveu com o mundo pop de NY. No círculo do Andy Warhol acabou encaixada por ele no Velvet. Parece que ela gravou só um disco com eles. Pode ser que muita gente a conheça e esteja cansada de saber dessas histórias. Mas tenho a impressão de que não.

Puxei duas músicas da carreira dela pré-Velvet. Fiquei meio decepcionado. Mas noutro ponto não me desiludi: como bom mito obscuro (pelo menos pra mim) ela já está morta. Passou mal em 1988, andando de bicicleta, e morreu pouco tempo depois, no hospital. Pode parecer tudo meio bobo, mas quem já escutou "Femme Fatale", num certo estado de espírito, e parou pra reparar na voz da moça que canta, dave saber do que estou falando.
Mais sobre Nico
Short Cuts
Bebeu mais três doses no balcão e saiu, tomar um ar do lado de fora. Parou e olhou pra descer os degraus, devagar pra não tropeçar e cair. Uns dois minutos no pé da escada, tentando ouvir o que a garota em quem estava de olho falava pra um outro sujeito. Quando cansou, andou em direção à entrada do bar. No caminho encontrou um conhecido, sentado sozinho numa das mesas - ainda meio molhadas da chuva da tarde. "E aí?", puxou uma conversa fácil. Perguntou amenidades e contou sobre a menina: "mas não tô mais a fim dela, não", disse, enrolando a língua e as palavras. "Ah, é? Por quê?". "Ela é fanha".

maio 12, 2003

Conjecturas
Ontem à noite já rolou um lance Judas Barros no Valentino. Uma menina, observada à distância, começou como Amanda, passou pra Paula, oscilou entre Carla e Ana e terminou anônima. As mulheres deviam andar de crachá.
Miúdos
Ontem se falou de fígado. Não o de boi nem o de galinha. Nem de ganso. Era sobre fígado de gente, mesmo. Nunca provei pra saber se pelo menos é melhor do que os outros três, mas a conversa envolvia bebidas e o efeito pernicioso que exercem sobre o fígado humano. Ontem também se falou sobre coração (de gente) e o efeito benéfico que pequenas doses de álcool têm sobre ele. Sete doses, quatro de conhaque e três de pinga. A Ypioca vai ficar enciumada com o Domus, que vem ganhando uma boa fatia do mercado nas últimas noites. Pode ser um lance de temporada, até passar o frio. Ou não. Na sexta foi uma garrafa inteira de Domus, falando bosta das duas até a cama. Na quinta tinham sido muitas doses de pinga no Valentino. E ontem foram as sete. É bastante. Mas era domingo, ainda procuro alternativas.