maio 10, 2003

o terror dos incautos
bêbados dizem o que pensam?, aquela estória do latim de in vino veritas - quem acredita nisso?, eu, às vezes, que nunca li Saramago (maldita lacuna na minha cultura geral), aquele português que falou mal do Castro, mas depois disse que não era bem assim, escritor que se desdiz, foda, quis ser junkie ou beatnik, mas sem o lance da viadagem, como disse pro Renato ontem, aliás, uma garrafa de destilado por noitada é média pra fígado nenhum botar reparo, nem mesmo o Casablanca, que eu nem sei se toma conhaque, cara, ao contrário do Lobão, que deve entornar todas, e isso me faz lembrar do manuscrito do On The Road, que diz a lenda que foi escrito numa levada só, num rolo de papel que foi leiloado recentemente, mas, mudando totalmente de assunto, que estória é essa de ficar estacionado na F. Noronha depois das cinco e tantas da manhã?, e ainda mais com gripe, todas essas questões que afligem o brasileiro médio, entre 25 e 30 anos, de classe média, os que têm um casaco azul marinho pro frio, com 20 horas gratuitas de Internet no primeiro mês, meu, tipo que nem escutar a mesma música seis ou sete vezes enquanto o dia amanhece sem avisar, e corre à boca pequena (pequenininha mesmo) alguma língua mais canalha - "não foi de propósito, doutor! Ai, ai!" - porões do DOPS não me assustam, garota, macho pra cacete, e quem disse que eu queria, hein?, it's up to you, sexy sadie.
Festa "não sei como classificar". Sorte sua, festa, que não consigo te rotular. Os prognósticos eram os mais auspiciosos dos últimos dias. Confirmados em 30% (canalha!). Fiquei o tempo todo com "the modern age" tocando na cabeça. Cantarolava o rifezinho sem parar "oh, in the sun sun having fun...". Meninas que não se decidem, já desencanei. Uma hora são carinhosas e noutra fingem que não te conhecem - você passa do lado e elas são capazes de fingir que não tem ninguém passando. Uma coisa é certa. Amanhã é provável que este post seja apagado - como acontece com a maioria que é postada durante o estado de embriaguês.

Aliás, falando nisso, tive uma idéia cruel. Escrever aqui tudo o que o pessoal me disse enquanto eles estavam bêbados. Ou elas. Sempre lembro de tudo, ao contrário do Bruno, o que pode me fazer um tanto detestável. Mas sem conjecturas nem ilações. Viva o conhaque de litro, que me aqueceu durante a noite toda. Digam pra mim, senhores leitores, de quem se pode dizer o mesmo? Coisas por que a gente tem que passar. Existe alternativa? "Claro que existe", ela me diria. Mas essa opção eu não quero não.

maio 08, 2003

Pô, eu sou muito foda. Professor pede resenha, texto e uns negócios chatos pra caralho e quando eu faço e alguém lê, a primeira reação é "Ah!, esse texto não pode ser seu. Aposto que copiou da internet". Coisas que encaro como constatações, feitas de uma ótica negativa, da minha genialidade. E na boa, qualquer pessoa que leve a sério as disciplinas teóricas do nosso curso é burra e merece ser estuprada.
Sou um novo homem, eu trabalho, como em restaurantes chiques, tenho um advogado, volto todo dia pra casa antes da uma da manhã, assisto as aulas até na primeira semana (mesmo sem receber presença) e também fico triste porque não vou poder encontrar a minha mãe no domingo (dia das mães). Pena que tudo isso foi tarde demais...

maio 07, 2003

onde estao os trecos de fazer comentario (o botão de interrogação do teclado do Freud não esta funcionando)
Ano novo, vida nova, calouros, trabalho, responsabilidades, só faltou mesmo o maldito natal...

maio 06, 2003

Bruninho, saca só que tecnologia!

maio 04, 2003

Ontem a gente encontrou um sósia do Luis no Bar Brasil. Era muito parecido. O cara até veio falar com a gente, imitou a voz do Luis, andava que nem o Luis. Depois, mais tarde, a gente também encontou o cara no Valentino. O Fernando até chegou a pensar que era mesmo o Luis.