o terror dos incautos
bêbados dizem o que pensam?, aquela estória do latim de in vino veritas - quem acredita nisso?, eu, às vezes, que nunca li Saramago (maldita lacuna na minha cultura geral), aquele português que falou mal do Castro, mas depois disse que não era bem assim, escritor que se desdiz, foda, quis ser junkie ou beatnik, mas sem o lance da viadagem, como disse pro Renato ontem, aliás, uma garrafa de destilado por noitada é média pra fígado nenhum botar reparo, nem mesmo o Casablanca, que eu nem sei se toma conhaque, cara, ao contrário do Lobão, que deve entornar todas, e isso me faz lembrar do manuscrito do On The Road, que diz a lenda que foi escrito numa levada só, num rolo de papel que foi leiloado recentemente, mas, mudando totalmente de assunto, que estória é essa de ficar estacionado na F. Noronha depois das cinco e tantas da manhã?, e ainda mais com gripe, todas essas questões que afligem o brasileiro médio, entre 25 e 30 anos, de classe média, os que têm um casaco azul marinho pro frio, com 20 horas gratuitas de Internet no primeiro mês, meu, tipo que nem escutar a mesma música seis ou sete vezes enquanto o dia amanhece sem avisar, e corre à boca pequena (pequenininha mesmo) alguma língua mais canalha - "não foi de propósito, doutor! Ai, ai!" - porões do DOPS não me assustam, garota, macho pra cacete, e quem disse que eu queria, hein?, it's up to you, sexy sadie.
bêbados dizem o que pensam?, aquela estória do latim de in vino veritas - quem acredita nisso?, eu, às vezes, que nunca li Saramago (maldita lacuna na minha cultura geral), aquele português que falou mal do Castro, mas depois disse que não era bem assim, escritor que se desdiz, foda, quis ser junkie ou beatnik, mas sem o lance da viadagem, como disse pro Renato ontem, aliás, uma garrafa de destilado por noitada é média pra fígado nenhum botar reparo, nem mesmo o Casablanca, que eu nem sei se toma conhaque, cara, ao contrário do Lobão, que deve entornar todas, e isso me faz lembrar do manuscrito do On The Road, que diz a lenda que foi escrito numa levada só, num rolo de papel que foi leiloado recentemente, mas, mudando totalmente de assunto, que estória é essa de ficar estacionado na F. Noronha depois das cinco e tantas da manhã?, e ainda mais com gripe, todas essas questões que afligem o brasileiro médio, entre 25 e 30 anos, de classe média, os que têm um casaco azul marinho pro frio, com 20 horas gratuitas de Internet no primeiro mês, meu, tipo que nem escutar a mesma música seis ou sete vezes enquanto o dia amanhece sem avisar, e corre à boca pequena (pequenininha mesmo) alguma língua mais canalha - "não foi de propósito, doutor! Ai, ai!" - porões do DOPS não me assustam, garota, macho pra cacete, e quem disse que eu queria, hein?, it's up to you, sexy sadie.
