EDITORIAL
Morreu, sim
Mas pensando bem: e dai'?
Entrei na Folha Online pra saber se o Brasil tinha ganhado o ouro no basquete. Vi a noticia da morte do Roberto Marinho e, um pouco excitado, fui logo fuçar nos outros jornais online (principalmente os globos). Tava como manchete de todos eles, claro. Mas (chato) nâo tinha nenhum destaque especial, espetacular - tipo uma tarja preta. Nem um dos sites tinha saido do ar, de luto. Logo do lado, com so' um pouco menos de destaque, estava que a Juliana Veloso tinha conseguido a primeira medalha do Brasil em salto ornamental. E foi de prata (nem de ouro era).
Fiquei pensando (reflexo natural) em um monte de conjecturas e implicaçôes. Mas passou rapido. Nâo estourou nem guerra civil nem nada. Ainda nâo liguei na Globo pra ver. Pode ser que na TV esteja mais animado, mas emocional - como é proprio dela. Mas, afinal, nâo vai mudar praticamente nada. Claro que vai ser assunto obrigatorio amanhâ no curso de Comunicaçâo Social, que perde seu Judas historico, paradigmatico e preferencial. De Judas agora so' sobrou o barros (
âh?, âh?, boa essa hein?). Mas acho que o falecido vai deixar de ser assunto em pouco tempo, talvez mesmo de quinta pra sexta. Porque tem outras noticias pra serem dadas e elas nâo podem esperar o velorio. Muito menos o luto oficial de três dias que o Lula decretou.
Ate esqueci de ver se o Brasil ganhou o ouro no Basquete. Vou la' e nâo volto.
Texto certinho, arrumadinho [
escarro]! Parece até arremedo de crônica, âh? Mania de transformar tudo em crônica. Amanhâ aproveito e mostro pro Shoni ("aqui, Shoni"), que, alias, é diretor de uma afiliada da Globo aqui em Londrina e