outubro 11, 2003



Venus in Furs
Chocolate é bom quando derrete (na boca). Os recheados com o líqüido (ou pasta) de caramelo; quando o caramelo (consistência e cor) escapa um pouco pela entrada (dá pra sentir com a língua), mostra que o doce já tá no ponto pra colocar pra dentro. Derretida é sempre mais fácil e gostoso.
Limites
E o Lula, hein? Quem diria que ele fosse mudar de orientação política tão rápido e tão radicalmente. Pelo menos isso é o que o senso comum tem dito - seja no boca-a-boca das ruas, seja nas colunas e matérias opinativas da imprensa. Mas há quem fale que não foi surpresa nenhuma a dita "guinada" do Partido dos Trabalhadores à direita. Que o Lula e o núcleo duro da sigla nunca foram de fato socialistas ou, como gostam outros, revolucionários. A marca reformista, de acordo com essa opinião, esteve presente desde sempre no PT. Faz sentido, até levando-se em conta a gênese do partido, sindical, baseada na negociação com o patronato. O grande problema é que, sem ideologia, surge a esquerda das "boas intenções", baseada apenas em um pouco firme altruísmo personalista. E o perigo constante de o PT sobreviver no governo simplesmente pelo gosto do exercício do poder. Em termos de governo, nesse quadro pouco muda. Se alguma coisa mudou foi o próprio sistema, com uma burocracia mais profissional e, por que não dizer?, mais eficiente. Mas isso é um fenômeno histórico e até mundial. A eleição de Lula quase nada colaborou nem vai colaborar para tais "aperfeiçoamentos" do modelo. É mais do mesmo, com uma pitada de mito, o mito do barbudo com currículo impecável e com boas intenções. Pois é, esse negócio de política é complicado.

outubro 10, 2003

Duas coisas. Na verdade três ou até quatro. Estou bêbado, essa é a primeira. A segunda é que eu acabei de chegar da primeira noite do Demo Sul, nota 7,2. A segunda era pra ser um recado: essa banda sai ou não sai? Tô ficando... alguma coisa. 3: fóda-se. E o quatro é só o aviso de que quando a bebedeira passar esse post, provavelmente, vai ser apagado - como aconteceu com dezenas de outros postados na mesma condição. E cinco (que deveria ser seis) falem o que quiserem, qual a diferença e qual a importância? Por ora fico por aqui.

outubro 09, 2003

Não citem meu santo nome em vão. Lembrem-se, eu não os conheço.
mais uma aula do Boni que se vai, eu tava vendo agora a programação dele para o resto do ano. é horrível ficar vendo aquelas datas para entregar resenha bem no emio de dezembro, começo de janeiro. puta que pariu, vai ser muito foda ficar aqui em dezembro, imagine em janeiro, puta que pariu, a aula do Boni me deixa de mau humor.

PS. sorte que tem um monte de menininhas bonitinhas!
filosofias
"O sofrimento melhora os bons e piora os maus", L. Lobo, citando Elke Maravilha, com uma boa dose de razão.
filosofias
"Pena que ouvido não tem pálpebra", T. S. Azevedo, ao ouvir a contragosto o desfecho da piada mais infame de setembro nas Alterosas.
Meu computador deu pau, entrou em coma. Tudo teve que ser reinstalado. Mas veio só o windows padrão. Quer dizer, perdi quase tudo que foi baixado da Internet ou instalado nos últimos dois ou três anos. O engraçado (ou estranho) é perceber que praticamente nada daquilo era essencial. Nos últimos tempos vinha faltando memória no computador, de tão lotado. E eu tinha receio de apagar. Acabou indo por mal. Quatro gigas de programas, arquivos, informações foram pro espaço, nunca mais. Só ficaram algumas coisas (os textos ficaram). O computador funciona como uma prótese da cabeça, como extensão da nossa memória. E também acumula uma porção de lixo.

outubro 07, 2003

Ser moderninho está menos no óculos preto com armação grossa que na trepanação do próprio crânio com uma broca.

Estado de consciência dilatado

outubro 06, 2003

Tô cansado de tirar o espaço no final do post de vocês.
Falar o que de ontem à noite? Que a gente foi no Valentino assistir o Cherry Bomb? O som tava legal, mas chegou uma hora, depois das seis ou sete primeiras músicas e das duas primeiras doses, que aquilo tudo foi me cansando. O batidão soava meio igual, o ambiente soava meio reprise, até o porre parecia repetido. Nesses casos vale aquela de acontecer primeiro como tragédia e se repetir como farsa. Mas é exagero chamar a diversão de farsa, porque, no final, a maioria das noites Vale. Só que no script tem sempre uma dose a mais de exagero - ou excesso? Será que existe alternativa?