maio 20, 2004

Este texto devia dizer muita coisa, mas não vai. Por um motivo bem simples: não sei falar chinês - nem grego. Já li que a impossibilidade de comunicação é um dos maiores problemas do mundo atual. Deve ser. Quantas guerras não rolaram por causa de mal-entendidos ou intenções mal-interpretadas? Sei lá, mas devem ter sido muitas. Tem também o conflito de gerações (será o caso?), que faz com que pais e filhos não se entendam - não por pensarem diferente, mas porque não conseguem se comunicar. Cachorros. Cadelas. Me entendo perfeitamente com cães, e ultimamente não encontrei nenhum que não fosse com a minha cara. Só a Lola, mas a Lola tem medo de todo mundo. Mas com gente é complicado. Antigamente eu ficaria um mês estudando grego, falando com gente que tem qualquer relação, por mais remota que seja, com a Grécia (e depois que o interesse passasse eu esqueceria tudo). Hoje, isso dura uma semana, talvez um pouco mais. Grego é uma coisa que não se aprende de um dia pro outro, leva muito tempo e exige um esforço do cacete. E depois, no futuro, o que é que eu vou fazer com isso? Ainda mais o grego atual - se ainda fosse grego clássico... Falar grego contemporâneo só serve pra quem vai pra Grécia com intenção de morar (delírios). Porque, pra turismo, é só arranhar um inglês.

maio 17, 2004

aqueles olhos realmente me tocaram de uma maneira diferente. eram olhos muito tristes. as lágrimas eram muito verdadeiras. eu acho que elas estavam ali por um bom motivo. não importava se as pessoas ficavam conversando na sala. ela quase não falava nada.


Tendências introspectivas gerais, então? Pode ser só o frio.


O Homem Elefante do filme de 1980 (do David Lynch) não era o De Niro. O ator foi o John Hurt (primeira foto). Na segunda e na terceira fotos acho que é o Homem Elefante real, que viveu no século XIX. O Michael Jackson comprou os restos mortais do sujeito. Sabe lá por quê. A história de John Merrick, o Homem-Elefante.

maio 16, 2004