Digo-vos: é preciso guardar virilidade dentro de si para acabar de vez com essa bichice de estrela dançante.
maio 27, 2004
maio 24, 2004
é, as coisas estão mesmo mudando. agente só acredita quando acontece mesmo... esse Neil Young é um cara que sabe das coisas...
maio 23, 2004
Incesto
Quando te ouço contando como curte Londrina e como vai levar boas lembranças daqui percebo que a gente não mora na mesma cidade. A sua Londrina não é a minha, simples assim. Quando você anda de madrugada pelas ruas, quando fica pra dentro dos bares depois de descer a porta de ferro, quando se droga nas baladas: como se fosse sexo casual com um lugar alheio. Pra mim tudo isso é só masturbação. Nasci aqui. Podia terminar dizendo que preciso, quem sabe, procurar a "minha Londrina", mas ia soar bobo. Ou dizer que tenho que buscar uma relação incestuosa com as calçadas, mas aí ia soar como poesia marginal de merda.
Quando te ouço contando como curte Londrina e como vai levar boas lembranças daqui percebo que a gente não mora na mesma cidade. A sua Londrina não é a minha, simples assim. Quando você anda de madrugada pelas ruas, quando fica pra dentro dos bares depois de descer a porta de ferro, quando se droga nas baladas: como se fosse sexo casual com um lugar alheio. Pra mim tudo isso é só masturbação. Nasci aqui. Podia terminar dizendo que preciso, quem sabe, procurar a "minha Londrina", mas ia soar bobo. Ou dizer que tenho que buscar uma relação incestuosa com as calçadas, mas aí ia soar como poesia marginal de merda.
Vômitos
Fúteis e vazias são as noites no Valentino. Atraentes. Fúteis, vazias e repetitivas como um Cd dos Strokes eternamente no repeat. Hoje já é muito difícil diferenciar uma dessas noites das outras. Mas ainda é bom lembrar do que já rolou. Pequenos prazeres e micro regalos da pinga e do conhaque. "Mais dois reais de coragem e língua solta", e mostra a nota. Parece que o garçom olha primeiro pra nota e depois pra nossa boca, pra tentar ler o pedido nos lábios (a música alta). Garçom do Valentino tem que ter leitura labial (corre até que um é surdo, por isso nunca atende quando você chama ele na mesa). Terceira faixa, parece que a coisa começa a bater sempre na terceira faixa "Soma". Não sei a letra. Da quarta eu sei, "canta, canta". Mas esqueci. Bebe pra ficar feliz, dizem, não tenho orgulho nem assumo como modo de vida. "Tudo que te faz mentalmente diferente do que você é vale a pena", quem me disse foi o Tony Hara, depois de uma porção de cervejas. E ele não falava das cervejas. "Não tenho ressacas alcóolicas nem morais, só afetivas", disse um outro.
Fúteis e vazias são as noites no Valentino. Atraentes. Fúteis, vazias e repetitivas como um Cd dos Strokes eternamente no repeat. Hoje já é muito difícil diferenciar uma dessas noites das outras. Mas ainda é bom lembrar do que já rolou. Pequenos prazeres e micro regalos da pinga e do conhaque. "Mais dois reais de coragem e língua solta", e mostra a nota. Parece que o garçom olha primeiro pra nota e depois pra nossa boca, pra tentar ler o pedido nos lábios (a música alta). Garçom do Valentino tem que ter leitura labial (corre até que um é surdo, por isso nunca atende quando você chama ele na mesa). Terceira faixa, parece que a coisa começa a bater sempre na terceira faixa "Soma". Não sei a letra. Da quarta eu sei, "canta, canta". Mas esqueci. Bebe pra ficar feliz, dizem, não tenho orgulho nem assumo como modo de vida. "Tudo que te faz mentalmente diferente do que você é vale a pena", quem me disse foi o Tony Hara, depois de uma porção de cervejas. E ele não falava das cervejas. "Não tenho ressacas alcóolicas nem morais, só afetivas", disse um outro.
